top of page

História da Paróquia Sant´Ana

 

     No arquivo paroquial encontramos  apenas a cópia da Carta Lei da criação da paróquia de 2 de maio de 1856, os Livros do Batismo, de Casamentos e de Óbitos, a partir de 1856. O Livro de Tombo, mais antigo que a nossa Paróquia possui, é de  julho de 1921, aberto pelo Pe.Vicente de Cunto Pinto. Acreditamos que, algumas informações e documentos sobe a vida da nossa Paróquia na segunda metade do século XIX poder-se-iam encontrar nos arquivos da Cúria Arquidiocesana de Mariana, pois, até 1942 Guidoval pertencia à Diocese de Mariana.

      A história de Guidoval e da sua Paróquia começou, provavelmente, com a comunidade ribeirinha que aqui existia na margem do rio Xopotó. Quando o Coronel Guido Thomas Marliére, como Diretor Geral dos Índios, veio para cá, devia encontrar muitas comunidades ribeirinhas dos índios. Era, pois, um costume de fundar as aldeias na beira do rio devido a água, peixes e facilidade de comunicar-se, via rio, com as outras aldeias. O Coronel Guido Thomas Marlière, ex-oficial francês, era Diretor Geral dos Índios do Rio Doce, por nomeação do D. João VI. Chegando aqui, em 1829, fundou um quartel na Serra da Onça, a uns 7 km de Guidoval, de onde comandava toda região. Logo transformou a comunidade ribeirinha do rio Xopotó – futura Guidoval-  num Rancho do Sapé (Sapé ou Sape, na língua indígena, quer dizer: o que alumina, ou seja, sapé, servia aos índios não só para cobrir as malocas, mas também como fachos para iluminar as noites) para servir como uma parada obrigatória aos viajantes.  O Rancho do Sapé, deu origem ao Arraial do Sapé, (hoje Guidoval). A região começou a ser colonizada pelas famílias. Vieram até aqui as primeiras famílias: Ferreira de Araújo, Ferreira da Costa e Silva Cruz, criando as primeiras fazendas. Os primeiros fazendeiros do Arraial do Sapé trouxeram com eles a devoção à Sant´Ana, à Santa Cruz e ao São José e parece que, cada uma destas famílias deixou no Arraial do Sapé um marco da sua devoção; a família Ferreira da Costa devoção à Santa´Ana, que depois deu origem à Paróquia Sant´Ana; família  Ferreia de Araújo, Capela Santa Cruz e a família Silva Cruz, a Capela São José.

       Com a criação da Paróquia de São João Batista em Visconte do Rio Branco em 1810, as comunidades ribeirinhas ao longo do rio Xopotó, recebiam, de tempos em tempos, as visitas do Cônego Marcelino Rodrigues, primeiro pároco de V.do Rio Branco, de 1810 a 1859. Provavelmente, o Cônego Manuel, descia o rio Xopotó para atender as comunidades ribeirinhas, inclusive a aldeia que deu origem ao Arraial do Sapé. Bem antes do Pe. Manuel de V. do Rio Branco, um outro padre, Pe. Manuel Jesus Maria, pioneiro da colonização da Zona da Mata Mineira, falecido no Rio Pomba em 6 de dezembro de 1811 aos 80 anos, evangelizava a Zona da Mata Mineira. Padre Manuel em 1767 foi nomeado o primeiro vigário e capelão-cura da freguesia do Vale do Rio Pomba, criada por D. João I em 1764. Em 25 de dezembro de 1767, o Pe. Manuel fundou a freguesia do mártir São Manuel do Rio da Pomba que deu origem ao atual município de Rio Pomba. A partir de São Manuel do Rio Pomba, padre Manuel auxiliou na fundação de diversas capelas e freguesias, as quais deram origem a vários municípios da Zona da Mata Mineira, como: Guarani, Rio Novo, Ubá, Viçosa, Visconte do Rio Branco, Tocantins, Mercês e Dores do Turvo. Sendo um vigário e capelão-cura do Vale do Rio Pomba, catequisou os índios: puris, coroados e coropós. Acredita-se que o Padre Manuel, lançou as primeiras sementes do Evangelho também no meio dos ribeirinhos, que moravam aqui na beira  do rio Xopotó.

         Em 1841 foi criada a paróquia de São Januário em Ubá, assim o Arraial do Sapé ficou sob os cuidados do Padre José de Paiva Campos, primeiro pároco de Ubá, que de vez em quando, visitava o Arraial para catequizar, batizar, casar, etc. os moradores do mesmo. Com o passar do tempo, o Arraial do Sapé transformou-se em Arraial de Sant´Ana do Sapé, devido a forte devoção à Sant´Ana, e a influência da família Ferreira da Costa. O crescimento social e religioso do Arraial deveria ser dinâmico, pois, no ano de 1851 o povoado de Sant´Ana foi elevado a Distrito de Paz pela lei provincial número 533 e em 1856, provavelmente a pedido da Diocese de Mariana, o Padroado, criou aqui uma Paróquia. No dia 2 de maio de 1856 o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais com a bênção do Dom Antônio Ferreira Viçoso, bispo da Diocese de Mariana na época, assinou o decreto da criação da Paróquia de Sant´Ana do Sapé. O local continuava com o mesmo nome: Arraial de Sant´Ana do Sapé, como Distrito do Município de Ubá, só que agora o Arraial tinha uma Paróquia, criada pela Lei n º 758.

Lei Nº 758 de 2 maio de 1856

Carta de Lei que eleva à Parochia a Povoação de Santa Anna do Sapé do Município do Ubá, comprehendendo os Curatos de Districtos do Sapé e dos Bagres com suas actuais divisas.

Herculano Ferreira Penna, do Conselho de S.M. o Imperador, Diginitário da Ordem Roza, Senador do Império, Inspector Geral da Caixa de Amortisação da Dívida Pública, e Presidente da Província de Minas Geraes:
Faço saber à todos os seus habitantes que a Assembléa Legislativa Provincial Decretou e eu Sancionei a Lei seguinte:

Art. 1º - Fica elevada à Parochia a Povoação de Santa Anna do Sapé do Município do Ubá, comprehendendo os Curatos e Disctritos do Sapé, e dos Bagres, com suas actuais divisas.

Art. 2º - Ficam revogados todas as Leis e disposições em contrário.

Mando por tanto à todas as Autoridades à quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer que a cumpram e façam cumprir inteiramente como nella se contêm. O Secretário desta Província a faça imprimir publicar e correr. Dada no Palácio da Presidência da Província de Minas Geraes aos dous dias do mez de Maio do Anno do Nascimento de Nosso Senhor Jezus Christo de mil oitocentos e cinquenta e seis, trigésimo quinto da Independência e do Império. (L.S.)

Herculano Ferreira Penna
Fortunato Carlos de Meirelles a fez.

Sellada na Secretaria da Presidência da Província aos 6 de Maio de 1856.

Manoel da Costa Fonseca,

Registrada a g. 30 do Livro 4º de registro de Leis e Resoluções da Assembléa Legislativa Provincial.

Secretaria da Presidência da Província de Minas Geraes em 8 de maio de 1856.
Candido Theodoro de Oliveira

Nesta Secretaria da Presidência foi publicada a presente Lei em 12 de junho de 1856.
Olimpio Carneiro Viriato Catão

FONTE:
Texto extraído do Livro "Leis Mineiras - Ano 1856" no Arquivo Público Mineiro. Tomo XXII - Parte 1ª, págs. 5 e 6.

Manteve-se IPSIS LITTERIS o Decreto com a ortografia da época.

VERBETES:
CURATO: Povoação pastoreada por um cura
CURA: Vigário de aldeia ou povoação  

   O pároco que assumiu a paróquia em junho de 1856, foi o Pe.José Francisco Baião. Ficou na paróquia 9 anos, até 17 de maio de 1865. O primeiro batismo registrado nos livros dos batismos é de 9 de junho de 1856. O primeiro casamento registrado nos livros dos casamentos é de 23 de junho desse mesmo ano e o primeiro óbito registrado na nova paróquia é de 23 de junho de 1856. O segundo registro do batismo feito pelo Pe.Baião, fala sobre o filho do Guido Thomas Marliére, Leopoldo:

Aos 2 de abril de 1856 nasceu João, filho legítimo de João Jacinto Dias e de Maria Rosa, índia coroata, e aos seis de julho batizei  solenemente aos óleo santos. Foram padrinhos: Leopoldo Guido Marliére e Maria Fiávia Marliére.

 

A primeira igreja do Arraial do Sapé, dedicada a Sant´Ana começou a ser construída, provavelmente em 1851, quando o Arraial foi elevado a Distrito de Paz, no terreno doado pelos irmãos: Delfino Ferreira da Costa e João Ferreira da Costa. O Sr. Manuel Ferreira da Costa foi quem doou para a nova igreja a imagem de Sant´Ana - escultura em madeira que, até hoje se encontra na igreja Matriz. Quando em 1956 a Matriz velha estava sendo demolida para a construção da nova, as testemunhas oculares relatam que a parte central dela foi construída toda em madeira de lei, sendo 90 % de cedro. Havia muitas paredes de barro e as laterais eram de tijolos grandes, feitos de barro cru, que levava uma mistura de grama para fortalecer os tijolos. Todo o serviço de embolso era de areia e cal virgem, uma vez que não existia cimento. Ao longo dos anos do século XIX, a igreja foi sucessivamente ampliada e embelezada. O nome oficial da paróquia era: Paróquia de Sant´Ana do Sapé ou simplesmente, Paróquia do Sapé.

      No cartório da nossa cidade há duas escrituras assinadas pelo Pe. Baião. A primeira é de 1861, quando o Pe. Baião comprou do casal Manuel Freire da Paz e Maria Eufrásia da Paz, 10 alqueires de terra, por 600 mil reis e a segunda é de 27 de junho de 1863. Na ocasião,  Pe. Baião comprou do Sr.João da Rocha Reis uma escrava chamada Custódia, para, como se lê na escritura (...) juntá-la aos outros,  por 1 conto e 600 mil reis. Ora, a paróquia de Guidoval, naquela época, fazia parte da Diocese de Mariana, que era governada por Dom Antônio Ferreira Viçoso, um dos mais polêmicos prelados do império, e feroz crítico da escravatura. Fica então, a pergunta: Com qual intenção o Pe.Baião comprou a escrava?  Dos registros do batismo, feitor pelo Pe.Baião, sabemos que os irmãos do Pe.Baião: Joaquim José Baião e Manoel Francisco Baião, também tinham escravos:

Aos 3 de abril de 1858 nasceu Pedroso, filho natural de Franca, escravo de Joaquim José Baião, e aos 16 dias do mesmo batizei solenemete. Foram padrinhos: Jacinta escrava de Manoel Francisco Baião (...)

            Os livros do batismo nos revelam, que na segunda metade do século XIX moravam ainda nessa região os índios coroatas. Pe. Baião anotava:

Ao 1 de abril de 1857, nasceu João, índio coroata(...)

Aos 12 de janeiro de 1858, nasceu João Inoco, filho da Índia Inoan, coroata (...)

     Dos assentamentos de óbitos no Livro de Óbito da segunda metade do século XIX, sabemos que, na paróquia havia muita mortalidade infantil e também, mortes precoces. As pessoas morriam muito jovens: 20, 34, 40 anos. A média de vida era de 50 anos. Pessoas com 70-80 anos eram exceções. Porém, há uma exceção:

Aos 25 de Julho de 1872 faleceu José, adulto, índio e foi sepultado neste cemitério aos 26 do mesmo. Idade  cem anos. Moletia, inflamação e não recebeu sacramento algum. Pe.Varella

Os registros de óbitos, daquela época, nos mostram também, que, nessa região, além dos índios, moravam também os escravos. O Pe. Severino Anacleto Varella, por exemplo,  registrou:

Aos 9 de outubro de 1867 faleceu José (adulto), escravo do Marianno Freire da Paz, de morte natural depois de receber o sacramento da Penitência e Eucaristia. Foi sepultado no cemitério aos 10 do mesmo mês.

Aos 20 de março de 1879, no cemitério desta freguesia, foi sepultado o Indígena Francisco Raimundo, morador em uma aldeia nas terras do Senhor Manoel de Oliveira, com 60 anos de idade mais ou menos. Pe. Antônio Thadeu

Aos 29 de abril de 1879, no cemitério desta freguesia, sepultou-se a inocente, Maria, filha legítima de João Braz e Mequelina de Jesus, tendo mais ou menos dois anos de idade, ambos indígenas moradores em terras do Senhor Francisco Dias da Costa no Sossego. Pe.Antônio Thadeu

Aos 28 de setembro de 1879, no cemitério desta freguesia foi sepultado o cadáver de Maria Rita, índia, educada pelo Senhor Albino Ferreira de Araújo, de 20 anos mais ou menos, casada com José de Barros. Para constar mandei fazer este em que me assinei. Pe. Antônio Thadeu

No ano 1878, o Cônego José Pedro de Alcântara Benfica Scott fundou na paróquia o primeiro ginásio do Arraial do Sapé.

No ano 1880, o Sr. José Severiano Martins doou à Paróquia a Casa Paroquial.

Em 30 de junho de 1901, foi fundada na paróquia, durante o paroquiato do Pe. João Caetano da Encarnação, a Conferência Vicentina de Sant´Ana pelo Sr. Vicente Jorge e Dr.Levindo Eduardo Coelho, de Ubá, que fundou mais do que duzentas Conferências no Estado de Minas Gerais.

     No ano 1906 a paróquia celebrou o seu primeiro cinquentenário da fundação. Na ocasião, realizou-se uma Missão Evangelizadora e foi inaugurado um novo e belo portal do cemitério. Em novembro do mesmo ano, o Pe. João Caetano da Encarnação, pároco na época, fundou-se o Apostolado da Oração. No fim do século XIX e no início do século XX, vieram até aqui várias famílias italianas, a saber: Bressan, Quinelato, Schiavon, Occhi, Mori, Arquete, Riquete, Másala, Mellini, Januzzi, Caputo, Donadone... enriquecendo assim o Arraial do Sapé com a sua cultura e espiritualidade.

      Em 23 de julho de 1921, Pe. Vicente Cunto Pinto (nascido em 30/05/1873 e falecido em Guidoval dia 21/06/1938.),

assumiu o pastoreio da Paróquia. Ele era brasileiro de Petrópolis, mas foi educado na Itália. Como pároco zelou muito pelo povo e pela igreja. Adquiriu lindos paramentos e imagens para a igreja, todos comprados na casa Sucena do Rio de Janeiro. Em setembro de 1922, o Pe. Vicente abençoou um Monumento do 1º Centenário da Independência do Brasil. O Monumento foi construído na atual Praça Sant´Ana, que na época, ficava atrás da Matriz. Na ocasião, foi plantado, junto ao Monumento, um cedro. O Monumento e o belo cedro foram derrubados em 1956, quando se construía a escadaria da nova Matriz. Durante o seu paroquiado, em 03 de abril de 1927 Pe.Vicente junto com a jovem Conceição Cattete, fundou a Pia União das Filhas de Maria. As Filhas de Maria realizavam belíssimas festas, zelavam pela limpeza e decoração dos altares, andores, catequese e recepção das autoridades religiosas; além de esmerado zelo pela formação religiosa das jovens associadas que militavam sob a bandeira azul do Imaculado Coração de Maria. As Filhas de Maria, guiadas desde o início pela Dona Conceição Cattete, durante 50 anos, encerrou as suas atividades em novembro de 1977. Em 1927 foi fundada também, a Congregação da Doutrina Cristã. Na década de 30, o Pe.Vicente fundou a Irmandade de Santa Terezinha e a Congregação Mariana masculina. Na Paróquia, por muitos anos, funcionava a Sociedade Beneficente de Socorros Mútuos Santa Isabel. A Sociedade tinha os seus Estatutos e Sede – “um dos melhores prédios da localidade”, como se lê na Ata da reunião da mesma. Dia 22 de julho de 1923 a tal Sociedade reuniu-se na sacristia da Matriz com o Pe.Vicente Cunto Pinto para dissolvê-la. Os membros da Sociedade eram os seguintes: Major Manuel Antônio de Siqueira –Presidente, Bellarmino Campos, Romão Urgal Tiago, Vicente Jorge, Alarico Ribeiro dos Santos, José Soarez Pinto, Deoclécio Lopes Cattete. As causas do encerramento das atividades da Sociedade eram: abandono completo da Sede - o prédio tornou-se uma ruína, falta das reuniões e além disso, a Sociedade, há um tempo não cumprira a finalidade a que foi instituída. Cumprindo os Estatutos, todos os bens, inclusive o edifício da Sede, que ficava no terreno do antigo cinema em Guidoval, passaram para a Matriz Sant´Ana. Em 07 de setembro de 1923 o nome do Distrito – Arraial do Sapé, foi simplificado para “Sapé”. A partir desta mudança o povo chamava Guidoval de “Sapé de Ubá”.

    Nos dias de 26 de julho a 5 de agosto de 1935 houve na paróquia as Santas Missões pregadas pelos padres Redentoristas. Na ocasião Pe. Vicente anotou que, foram 3994 pessoas que receberam a Santa Comunhão. No ano 1938 houve na paróquia outra iniciativa missionária. Dessa vez a imagem peregrina de Nossa Senhora do Imaculado Coração visitou as casas dos guidovalenses. Após a morte do Pe. Vicente, que ocorreu 21/06/1938, a família do Padre vendeu para a Paróquia o harmônio.

   No paroquiado do Pe.José Alves de Oliveira Freitas(1938-1940) foi fundada a Irmandade de São José. Naquela ocasião foi reaberta a igrejinha de São José, onde havia missa todas às quartas-feiras e era zelada pelos associados.

 

19 de maio de 1940 tomou posse da paróquia Mons. João Crisóstomo Campos. Era um sacerdote muito zeloso, piedoso, enérgico e gostava de trabalhar com as crianças. O Pe. Oscar de Oliveira que, após a morte do Mons. João Crisótomo em 30 de outubro de 1951, assumiu a paróquia, assim escreveu sobre ele: (...) era um dos mais cultos desta Província de Mariana. Deixou no seu testamento todos os seus livros para o Seminário Diocesano. Mons.Crisóstomo fundou a Cruzada Eucarística cuja finalidade era a formação religiosa da infância, aliada à catequese.

Terminado o seu paroquiado em setembro de 1947, anotou no Livro de Tombo:

As festas que se celebram principalmente na paróquia são:

1º de São Sebastião, com muito entusiasmo.

2º de São José, para cultuar o Castíssimo Esposo da Santíssima Virgem e Padroeiro da O.V.S (Obra das Vocações Sacerdotais).

3º Mês de Maria com as coroações diárias.

4º Festa do Sagrado Coração de Jesus – com pouquíssimo entusiasmo, mesmo dos do Apostolado.

5º Festa de Sant´Ana, apesar de ser da Padroeira: poucos assistem às rezas.

6º Festa de Santa Terezinha .

7ºFesta da Imaculada.

8º Festa de São Tarcísio, iniciada por mim, para fomentar o entusiasmo da Cruzada Eucarística Infantil.

Mons.Crisóstomo menciona também que a Paróquia não tinha nenhuma capela rural. Ao patrimônio da paróquia pertencia: a igreja Matriz que, já naquela época, necessitava de reparos ou a reconstrução mesmo, a capela São José, casa paroquial, cemitério, duas casas, uma na rua Santa Isabel e outra na rua do Sacramento, ambas alugadas e Sobradão ao lado da casa paroquial. Uma parte dele foi doada à Paróquia pelos herdeiros de José Venâncio de Queiroz e outra foi comprada pela Paróquia, de José Luiz da Silva por 1500,00 reis. No Livro de Tombo da Paróquia, o Mons.Crisóstomo, em 1947, deixando a paróquia para o seu sucessor, anotou:

Este Sobradão, apesar de danificado pelo cupim e por abatimento de paredes, está muito valorizado e, no caso de aparecer comprador, deve ser vendido, para que se empregue nas obras da Matriz e do Presbitério, menos a posse da parte doada pelos herdeiros da família Queiroz, pois, nessa posse o terreno é próprio e necessário para a futura casa paroquial, segundo penso eu, Pe. João Crisóstomo, que agora deixo de ser pároco, a meu pedido.

O Sobradão, foi vendido pelo Pe. Sinfrônino para Alberto Cattete Campos em 1948. Na atual Praça do Major Albino, chamada também, “Praça da Estrela”, existia uma capela particular de Santa Cruz. Esta pequena capela ou oratório, como alguns chamavam, pertencia a Albino Ferreira de Araújo que, após a sua morte, em 1893 foi enterrado dentro dela. Major Albino era o filho dele. A capelinha existiu até o ano 1960, quanto foi demolida e inaugurada a praça pelo prefeito Eduardo Occhi em 1961.

     Na época do paroquiato do Mons. João Crisóstomo Campos, a paróquia começou a fazer parte da nova Diocese de Leopoldina, que foi criada em 28 de março de 1942, pois até então pertencia à Diocese de Mariana. Dom Delfim Ribeiro Guedes foi eleito como primeiro bispo da nova Diocese. Em 1943 o Distrito “Sapé” ou “Sapé de Ubá”, teve seu nome modificado para Guidoval, em homenagem à seu fundador Guido Marilére.

   A título de curiosidade: no ano de 1940, houve na paróquia 459 batizados; 49 casamentos; 180 óbitos. Em 1941, houve 389 batizados; 85 casamentos; 112 óbitos. Em 1942 foram 630 batizados; 234 óbitos e 2255 confissões.

 

No ano 1948 o Distrito de Guidoval obteve a autonomia administrativa e foi criado o Município de Guidoval em 27 de dezembro de 1948. Padre Sinfronino de Almeida, pároco de Guidoval de 03/08/1947 a 24/12/1948 é considerado como um dos fundadores do Município de Guidoval. Morreu em Belo Horizonte, mas os seus restos mortais jazem no cemitério de Guidoval. O Pe. Oscar de Oliveira pediu à Câmara Municipal de Guidoval para transladar os restos mortais do Pe.Sinfronino do Belo Horizonte para Guidoval, e assim foi feito. A partir de 1955 os seus restos mortais jazem no cemitério de Guidoval. No túmulo dele encontra-se a seguinte inscrição:

 

Aqui estão os despojos mortais do Fundador do Município Padre Sinfronino de Almeida. Nascido em Guidoval a 3 de maio de 1875. Faleceu em Belo Horizonte a 16 de fevereiro de 1951. Homenagem, respeito e gratidão de sua terra natal.

    Dia 30 de outubro de 1951 morre o Mons. João Crisóstomo Campos e é enterrado no cemitério de Guidoval. Até dezembro era Cônego Lincoln Ramos, Capelão do Colégio Sacré Coeur em Ubá que dava assistência à Paróquia. Dia 15 de dezembro, a pedido do Dom Delfim Ribeiro Guedes, veio o Pe. Oscar de Oliveira, mas não como pároco. Na época Pe. Oscar era Capelão do Colégio e Escola da Imaculada Conceição,  dirigido pelas Filhas de Jesus em Leopoldina. Pe.Oscar ficou na paróquia até o dia 02 de janeiro de 1952, quando voltou à Leopoldina para reassumir a Capelania do Colégio. Ao se apresentar ao Bispo, o mesmo, pediu a ele para retornar a Guidoval como novo pároco da Paróquia de Sant´Ana. Pe.Oscar, um pernambucano, com 46 anos de vida, assumiu a direção da paróquia no dia 06 de janeiro de 1952. Nas suas primeiras anotações no Livro de Tombo registrou:

O estado, principalmente material, em que encontrei esta freguesia enche-me de terror e desânimo(...)Fiquei aterrorizado, sem saber por onde começa(...) Um pouco de consolo porém, ao perceber de quando em vez a bondade e piedade do povo. Que Deus me ajude! Passados os cumprimentos, comecei nos primeiros dias de minha estadia, a me interessar pelo estado da Matriz, da casa paroquial e demais bens da freguesia. Lendo os Livros de Tomo, vi que a Freguesia caminha para o seu 1º centenário a 02 de maio de 1956. Muitos vigários já passaram por aqui. Ausência completa de documentos históricos. (...) Igreja velha... de madeira, porém, bonita e com alguma arte. Sistema antigo de tribunas e galerias nas naves laterais tirando assim a beleza dos arcos, tornando-a acachapada e escura. Além de serem estas galerias assoalhadas depósito de muitas coisas velhas, lixo e até onde se guardaram carteiras velhas do grupo escolar, andores, tábuas, caixotes, etc. Campo propício para toda falta de respeito, como conversas, namoros, etc.(...) ficavam ali dois púlpitos (nas paredes)) um de cada lado. Para melhorar a estética pus-me ao trabalho de remover tudo isso a fim de tornar as arcadas visíveis e o recinto mais claro, tornando-se preciso a construção de duas escadas, uma em espiral para o coro e a outra na sacristia, ambas de cimento armado. Foi uma empreitada penosa e muito cara. Tornei a pôr vidros em todas as janelas que em vez de vidros tinham papelões e tábuas, o que dava um aspecto de tristeza e abandono. Havia dois altares laterais que tomavam bastante espaço junto do arco maior, e assim sendo, procurei afastar para as paredes laterais, o que melhorou muito a igreja, tornando-a mais espaçosa e ampla. Embora sem arte e perfeição, mandei pintar dois quadros: um da aparição de Lourdes e outro da aparição do Coração de Jesus à santa Margarida e coloquei-os no lugar de duas portas que davam entrada para lugares de depósito acima da sacristia. Reformei a instalação de luz elétrica de toda Matriz, colocando lâmpadas novas e mais fortes e retirando todas as que se achavam quebradas e queimadas. (...) O trono da Padroeira foi completamente transformado, agora tomando forma arredondada e todo pintado. A imagem da Padroeira que é secular, completamente preta e sem mais pintura, foi igualmente reformada, recebendo nova pintura. Findo este trabalho, a Matriz pareceu outra, e mais bonita, na opinião geral.

                                           

         No início do seu paroquiato Pe. Oscar reformou também a antiga casa paroquial, instalando nela a água encanada, chuveiro, banheira, vaso sanitário e lavatório. Fez nova divisão dos quartos e limpeza geral da casa. Toda reforma ficou no valor de 25.000,00 cruzeiros. Ao assumir a paróquia, Pe. Oscar ficou sabendo que, durante 39 anos não se realizavam as celebrações da Semana Santa. Em 1952 anotou o seguinte: Procurei animar os paroquianos e conseguimos fazer uma boa comemoração da Páscoa e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo com a ajuda de dois padres, um deles: Frei Boaventura, franciscano de Petrópolis.

    Entre 1952 e 1953, foi construída a atual torre da igreja. No Livro de Tombo assim escreve sobre este empreendimento:

Fiquei triste e desolado ao ver a Matriz desta paróquia sem torre, sendo os sinos, pela posição, mal ouvidos pelos paroquianos. Um dia ao retirar de uma das camas da Casa Paroquial o respectivo colchão, deparei-me com um jornal italiano homenageando a vitória de Constantino e entre retratos no mesmo de uma Igreja mandada construir pelo Santo Padre o Papa Pio X no ano de 1913. Tive vontade de fazer uma parecida para esta Matriz. Recortei o retrato e levei-o a um engenheiro em Ubá para fazer uma planta. Coincidência: O engenheiro italiano conhecia a Igreja em Roma à margem do Tibre e, resultado: uma bela planta foi-me entregue dias depois. Pus mãos a obra. Cheguei a desanimar e quase me arrependi desta ideia. Perseverei e entreguei a construção ao Imaculado Coração de Maria, em cuja proteção confiei. Vitória! Aí está a torre do “Coração de Maria”! Deus louvado! Ficou na importância de 277 contos, ou sejam, CR$277.000,00 (duzentos e setenta e sete mil cruzeiros).

Quando os andaimes foram retirados e todo esplendor, beleza, altura e cor rosa com detalhes brancos da torre revelaram-se, o povo, não acostumado de ver as construções tão altas (22m), começou a falar que a torre ia cair em cima da igreja, porque quando ventava ela “balançava”. Mas com o passar do tempo, o povo acostumou-se com a novidade, a torre ”parou de balançar” e começou a fazer parte da paisagem da cidade. A torre tem três sinos: o primeiro, dedicado a N.Srª das Graças de 115 kg com nota musical Mi, foi fundido em 1955 pela firma Bellini em Porto Alegre-RS. Este sino foi fundido dos dois sinos da Matriz antiga e uma da Capela São José. O custo da fundição ficou por conta do Sr. Sebastião Luiz Barbosa e Augusto Luiz Barbosa. O segundo sino, maior de todos, de 155 kg com nota Re e terceiro de 56 kg com nota Sol, foram doados pelo casal: Eli da Costa Barros e Maria Lourdes Barros em 1983, e fundidos pela firma Angeli em São Paulo. A bênção destes dois sinos e automatização de todos três, aconteceu dia 26 de julho de 1983, durante o paroquiato do Pe. José Catarino. Pe. Cassemiro Campos, que era pároco de 1974 a 1977 planejava colocar um relógio na torre, mas não conseguiu.

          

                             

     Nos dias  23 a 27 de setembro de 1952 aconteceu na paróquia a Visita Pastoral do Dom Delfim Ribeiro Guedes. Na ocasião crismou 1600 crismandos.

Dia 19 de julho de 1953, Pe.Oscar lançou a Pedra Fundamental do “Asilo Frederico Ozanan”, Asilo dos Pobres na rua Padre Baião. O prédio foi construído no terreno que foi doado em 10 de junho de 1873 à paróquia a título de permuta por Inácio José de Barros. O Cel. Joaquim Martins se achava dono do terreno. Então, Pe. Oscar, com a ajuda do advogado Dr.Sebastião Listóa de Andrade entrou na justiça e ganhou a causa provando a existência da escritura no Cartório da cidade. O prédio do Asilo, como tal, nunca funcionou para acolher os idosos. Em janeiro de 1966 foi doado pela Diocese ao Estado para instalação do Ginásio Estadual.

 

No segundo semestre de 1953 vieram a Guidoval as Irmãs da Congregação do Sagrado Coração de Maria. A título de experiência fundaram um Colégio para meninas. O Colégio funcionava no prédio do Ginásio que foi sediado às Irmãs pelo fundador do mesmo, o Dr.Ernani Rodrigues. As Irmãs ficaram em Guidoval até 1957.

 

Construção da Nova Matriz

     Em maio de 1940, quando Mons. João Crisóstomo assumiu o pastoreio da paróquia constatou que a Matriz era muito velha e precisava reparos ou de uma nova. Entre 1948 e 1949, Pe. Crisóstomo, ao celebrar uma missa, mostrou aos fiéis uma revista que tinha uma foto de uma igreja de Roma, e dizia que só conseguiriam fazer uma igual se o povo tivesse muita fé. Dom Delfim Ribeiro Guedes durante a sua Visita Pastoral de 17 a 20 de junho de 1955 constatou que a Matriz, mesmo com as melhorias que Pe.Oscar fez no início do seu paroquiato, estava em estado deplorável e na sua Carta após a Visita Pastoral escreveu:

(...) A Igreja Matriz de construção antiga, se encontra em estado que não permite sua conservação. Assim, já tivemos o prazer de aprovar a planta da nova Matriz de Sant´Ana a se erguer em Guidoval, graças ao espírito empreendedor do Revdo. Pároco e a constante cooperação e boa vontade dos fiéis devotos de Sant´Ana. Nesta oportunidade, exortamos muito, de alma, a todos os fiéis, que não regateiem esforços no sentido de quando se comemorar o centenário da Cidade, um dos marcos da civilização e fé cristã, que plasmaram a Cidade e o Município, seja a realização do desejo de todos nós: uma nova Matriz para Sant´Ana de Guidoval.

O arquiteto-engenheiro que desenhou a nova Matriz de Sant´Ana foi o mesmo que fez a planta da torre, Dr. Seno de Ubá. Dois meses após a Visita Pastoral do Dom Delfim e da aprovação pelo mesmo, da planta, Pe. Oscar convocou a cidade para a celebração do Lançamento e Bênção da Pedra Fundamental da nova Matriz, no dia 21 de agosto de 1955. O lançamento e a bênção da primeira pedra foi realizado pelo Cônego José Ribeiro Leitão de Ubá, representando Dom Delfim Ribeiro Guedes, bispo da Diocese. A pedra fundamental - um bloco de pedra de 60 cm x 60 cm - foi lapidada pelo Sr. José da Cruz e colocada em baixo do futuro altar maior. Quando a pedra fundamental foi lançad, a fundação da nova Matriz já estava sendo bem adiantada.

     A construção da nova Matriz foi um empreendimento, humanamente falando, inacreditável! Os simples mortais vendo a igreja pronta diziam e dizem até hoje que, o padre que fez isso era um santo, ou um louco!? Ele mesmo, em janeiro de 1957, dois anos após o lançamento da primeira pedra, confessou:

 

(...) A construção desta nova Igreja Matriz consumiu minhas forças e os meus dias de vida; daí o desejo de ser enterrado, sepultado ao pé da mesma, para que os paroquianos se lembrassem, ao passar pela mesma, de rezarem pelo descanso eterno de minha alma.

      Sobre a obra, como tal, Pe. Oscar, infelizmente, não anotou nada no Livro de Tombo. Da sua Carta de Despedida que escreveu em janeiro de 1957 e colocou numa garrafa e depositou no seu túmulo na frente do pórtico da igreja, sabemos que, na obra trabalharam seis pedreiros, entre eles: João A. de Castro, Calixto Braz de Oliveira e José Antônio da Silva, conhecido por José Messias e o servente que se destacou mais foi José Gravina de Castro. O primeiro engenheiro que trabalhava na 1ª fase da obra, foi o Sr. Pedro Dias da Silva de Belo Horizonte que, até veio morar com a sua família  em Guidoval, e o segundo foi o Sr. Benício Sirôco, que veio de Leopoldina. Na mesma carta há um pormenor que diz: (A obra em janeiro de 1957)

(...) se achava muito adiantada, tendo já sido construído o pórtico com escadaria, o coro e sua escada, todas as paredes do fundo e laterais e em começo o forro da nave central do lado direito.

                                                 

    Tudo o que se sabe sobre a construção da Matriz de Guidoval é baseado nos relatos orais dos guidovalenses. Muitas testemunhas oculares ainda estão vivas. Delas sabemos que todos paroquianos, da zona rural e da cidade, colaboraram com a construção. Nas comunidades rurais e na cidade organizavam-se as famosas rezas e leilões para arrecadar fundos. Quando faltava água, Pe. Oscar ou Sr. Yolando convidavam o povo pelos auto-falantes da torre, para fazer a procissão da água. Crianças, jovens, adultos, idosos e até as freiras, desciam à cachoeira do rio Xopotó, enchiam os baldes e latas com a água, colocavam na cabeça, e formando uma procissão, subiam ao som dos cantos pela atual rua São Sebastião, levando a água para a enorme piscina ao lado da construção. Os carros de boi, cantando com as suas rodas, traziam para obra toneladas de areia, pedra brita e água. Muitas famílias e pessoas pobres: mulheres, homens, ganhavam seu sustento, quebrando com os martelos a pedra na pedreira Pedra Branca (atualmente é o bairro da cidade), fazendo a brita. Pe. Oscar pagava por cada lata de pedra quebrada. O tijolo vinha das duas olearias de Guidoval, mas também de Ubá e do Visconte do Rio Branco. É importante lembrar das duas pessoas as quais, o Pe. Oscar poderia recorrer, recebendo sempre ajuda, eram: Sr. Gabriel Linhares da Cunha, que na época era um empresário em Guidoval, comprador de arroz e de cebola, e Sr. Astolfo Mendes de Carvalho como também outros fazendeiros que, emprestavam os seus carros de boi para puxar areia do rio Xopotó e brita da pedreira. A nova Matriz estava sendo construída por fora da antiga e quando chegou a hora de fazer as fundações para as colunas da nave central, precisava desmanchar a antiga. Muita madeira da igreja antiga foi aproveitada para fazer o telhado da nova. Ao desmanchar a igreja velha, acharam dois esqueletos de padres que foram enterrados dentro dela; um deles foi enterrado próximo ao altar principal e outro, Pe. João Caetano da Encarnação, falecido em 13 de abril de 1913.

                                                                                                     

     A nova Matriz Sant´Ana foi projetada e construída no estilo neoclássico. Desenhada pelo engenheiro italiano Dr. Seno, parece muito com as clássicas basílicas romanas com os seus altos campanários. Há uma grande semelhança com a Igreja de São Jorge em Velabro do século IX em Roma. A Matriz de Guidoval por dentro é muito sóbria. Os altares foram confeccionados em 1955 na Marmoraria São José em Belo Horizonte. O altar de Nossa Senhora tem três painéis de auto-relevo, que representam as aparições de Nossa Senhora, feitos por Rodolpho S.Gyúzkovits em 1958. A igreja possui também belos vitrais. Os vitrais da parede do altar principal foram doados pelas famílias: Ribeiral, Bressan, Cattete, Vieira e família Silva Cruz. No coro da Matriz há cinco vitrais, também doados pelos Funcionários Públicos de Gudoval, Agricultores, Associaões Religiosas da Paróquia, Operários, Motoristas, Campineiros, Pedreiros pelo Comércio e pela Industria de Guidoval. No dia 25 de julho de 1966 Dom Geraldo Ferreira Reis, bispo da Diocese de Leopoldina, consagrou o altar da nova Matriz, tendo sido colocadas, no mesmo, as relíquias dos santos mártires: Nestório e Vitória. 26 de julho de 1966 na Festa de Sant´Ana, Dom Geraldo presidiu a celebração da ordenação sacerdotal do diácono Filipe Caetano da Silva, guidovalense, da Congregação dos Padres Sacramentinos. Em 25 de julho de 1967 Dom Geraldo Ferreira Reis durante a sua Visita Pastoral na Paróquia, abençoou a primeira Capela rural dedicada a Santa Bárbara. Em 1982 Pe. Catarino fez uma campanha dos bancos e assim a Matriz ganhou 125 novos bancos com 700 lugares sentados. Em 1983 Senhora Clotilde Batista Vieira pintou o presbitério e capela do Santíssimo Sacramento e em 1997 o pintor e professor de português, Benedito Carmo Soares, chamado de Liliu,  fez a restauração a pintura.

 

        Na década de sessenta, Pe. Oscar pediu ao engenheiro-projetista, Sr. Pedro Dias da Silva, o mesmo que trabalhou na construção da Matriz, para fazer um desenho-projeto do salão paroquial. Em 15 de outubro de 1967 o projeto do salão estava pronto e assinado pelo mesmo. No mesmo ano começou a obra do salão paroquial. Quando o Pe. Oscar faleceu o primeiro andar do salão já estava pronto, porém, para terminar o salão, construindo o segundo andar e a cobertura precisava mais 27 anos.

       Em 23 de março de 1971 aos 65 anos, Pe. Oscar faleceu, vítima de câncer de garganta e do intestino, deixando a cidade em luto. Dom Geraldo Ferreira Reis, bispo da Diocese ordenou que o Pe. Oscar fosse sepultado dentro da igreja, ao lado direito. Na carta da despedida Pe. Oscar escreveu:

(...) Muito estimei esta gente simples e boa, por isso dou por muito bem empregado o meu sacrifício e esforço para dar-lhe uma Matriz digna de sua piedade e de sua fé. Neste dia eu, que transpus os umbrais da eternidade, pedi ao bom Deus que perdoe os meus pecados e tenha misericórdia de seu pobre e humilde servo. A todos vós, meus paroquianos, minha gratidão, minha bênção e o pedido de vossa oração e sufrágios. Adeus! Guidoval.

 

      Com a morte do Pe.Oscar, Pe. Venício tomou posse da paróquia em 3 de abril de 1971. A partir de 1972 começou-se na Paróquia, com o incentivo do Pe. Venício, a fazer Via Sacra ao vivo. Era um padre muito dinâmico, reformou a casa paroquial, fazendo a frente dela e também fez algumas mudanças, um pouco infelizes, no presbitério da Matriz, construindo um muro atrás do altar mor. De 1974 até janeiro de 1976 trabalhou na Paróquia Pe. Cassemiro Campos, um religioso da Congregação dos Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, cearense, muito culto, professor de português, gostava de trabalhar com os jovens. Ao começar o seu paroquiato visitou as escolas da cidade e na ocasião assim anotou no Livro de Tombo:

 

(...) Visitei todas as classes dos dois grupos bem como todas as do Ginásio. Três Educandários somam um total de mais de mil alunos. Todos batizados, mas em sua maioria, dando um banho num bode teria sido melhor do que batizados. Como bom pastor, deu muita força aos jovens da paróquia. Sobre o seu trabalho com eles, escreveu: De acordo com alguns jovens, reabrimos o salão. Não esmoreci porque depois de vinte tantos anos de luta com essas cabeças de passarinho, estou convencido de que tentar levar os jovens a Cristo é análogo a plantar no Ceará: num ano seca; no outro, enchente arrasadora; multidões de lagartas que devoram tudo, mas no fim sempre fica qualquer coisa e o cearense teimoso como jumento continua plantando (...) O que mais me entristece nos jovens daqui é a quase a aversão aos livros. A bela Biblioteca Pública vive abandonada.

 

A época do Pe. Cassemiro, em 1975, foi pintada a igreja por dentro e por fora, de azul. Todo mês Pe. Cassemiro celebrava missas em três capelas rurais: Santa Bárbara, São Pedro e Capoeirinha.   Também em 1975 a Prefeitura demoliu a centenária Capela São José para construir um Ambulatório Municipal.

    No ano 1979 Dom Geraldo Ferreira Reis entregou a paróquia aos cuidados dos Oblatos de Cristo Sacerdote. Durante cinco anos de trabalho dos padres oblatos; Pe. Antônio de Moura, Pe.José Catarino e Pe. Crisanto aumentou, significadamente o número das capelas rurais: das 3 para 16 comunidades. Foram adquiridos 125 novos bancos em 1982. No ano 1983 foi trocado o piso do presbitério, comprados 2 novos sinos, foi pintado o presbitério e comprado o primeiro carro da paróquia. O Pe.José Catarino pela sua atitude acolhedora atraiu muitas pessoas para a Igreja. Muitos choraram quando ele se mudou de Guidoval.

    Quando Pe. Jorge Luiz Passon assumiu a paróquia em janeiro de 1985, havia apenas duas catequistas em toda a paróquia. Ao iniciar o ano letivo em março, já havia seis catequistas na Matriz e oito na zona rural. O Pe. Jorge deu novo ânimo às encenações da Via Sacra, que começou a ser apresentada na escadaria da Matriz. Instituiu a encenação do Auto de Santa´Ana, promoveu cursos bíblicos, fundou o coral da catequese, instituiu os primeiros Ministros Extraordinárias da Sagrada Comunhão e iniciou a construção do segundo andar do salão paroquial. Naquela época, 7 comunidades rurais tinham Missa mensal: Fazenda da Pedra, Monumento do Guido, Pombal, Boa Esperança, Bonsucesso, Ribeirão Preto e Santa Bárbara. Aqui é digno de nota o fato que, a partir do ano 1986 até 1994 os padres de Guidoval, a saber, Pe. Jorge Luiz Passon, Pe. José Carlos Ferreira Leite, Pe. Jair Fernandes, Pe. Jorge Luiz, Pe. Semer e Frei Adriano, também atendiam à Paróquia São Sebastião em Rodeiro.

          Em fevereiro de 1987, Pe. José Carlos Ferreira Leite tomou posse da paróquia. Muito competente, instruído, inteligente. Levantou o segundo andar do Salão Paroquial, organizou a Via Sacra em caminhada até o final da rua Santa Cruz com a crucificação de Cristo no alto de um morro. Permaneceu na paroquia só um ano e quatro meses. Foi substituído por dois padres claretianos: Jair Fernandes e Jorge Luiz S. Alfonso, que vieram da Paróquia Santa Rita de Cássia de Cataguases e assumiram a administração da paróquia dia 03 de julho de 1988 ficando até abril de 1989. Em seguida trabalharam na paróquia por nove meses: Pe. Semer Salim Oliveira, Pe. Geraldo por dois anos e cinco meses e por um ano e quatro meses, o Pe. Alexandre Philip Tanypara, um indiano, já falecido. Durante o paroquiato do Pe.Semer aconteceu na paróquia o 1 Encontro de Casais com Cristo, nos dias 03,04 e 05 de novembro de 1989. Participaram 18 casais. Depois de 26 anos da existência, em junho de 2015 o ECC fez o seu último encontro. Em 2016 foi fundada na paróquia a Pastoral Familiar e em 30 de julho de 2017 houve o 1 Encontro dos Casais da Pastoral familiar.

      Dia 03 de dezembro de 1993 veio o padre franciscano, o frei Adriano Wit, holandês, que até então, trabalhava em Ubá. Administrou a paróquia durante 12 anos e sete meses. A administração do frei Adriano foi muito fecunda. Primeiramente revitalizou o Encontro de Casais com Cristo. Em 5 de novembro de 1996 fundou a Pastoral da Criança. Em abril de 1997 um grupo de pessoas de Cataguases começou a fazer na paróquia as visitas missionárias de todas as famílias. No mesmo ano foi inaugurada em Guidoval uma rádio comunitária “Radio Mania”. Todos os domingos, a Missa das 09h era transmitida pela rádio e todos os dias, às 18h, uma pastoral era responsável pela “Oração do Ângelo”. De 26 de abril a 24 de maio de 1998 aconteceu na paróquia o projeto “Vai Missionário”. Foram 66 missionário, devidamente preparadas, (19 homens e 47 mulheres), que visitaram famílias na cidade e na zona rural. No mesmo ano, dia 10 de setembro, frei Adriano implantou na paróquia a Pastoral do Dízimo, convidando o Sr. Joel Leal Valentim, chamado também, “Joel do dízimo” para fazer uma formação dos agentes da pastoral. Foram distribuídos centenas de livrinhos da sua autoria: “Dízimo, sinal de fé”. Com a implantação da Pastoral do Dízimo foi sugerido que a partir do dia 1 de janeiro de 1999, sejam abolidas todas as taxas, espórtulas pelos sacramentos. O propósito se tornou um piedoso desejo e nunca foi realizado. Também, foi decidido que o terceiro domingo do mês seria o domingo da entrega do dízimo na comunidade.

   O zelo do frei Adriano pelo crescimento espiritual e pastoral da paróquia foi muito grande. Em janeiro de 2005 aconteceu um “Cerco de Jericó”, onde vieram 32 pessoas da Comunidade “Água viva”. Um dos frutos do Cerco de Jericó, que durou 7 dias, foi o costume de fazer adoração ao Santíssimo Sacramento, das 10h às 19h30, todas as primeiras sextas-feiras do mês. Em novembro de 2005 foi refundada a Congregação Mariana, desativada deste de 1962. Na ocasião, entraram 16 pessoas e o presidente eleito foi o jovem Anderson de Almeida Costa. No paroquiato do frei Adriano, a nossa paróquia destacou-se muito no campo social. A paróquia possuía um grande terreno, no atual bairro Sant´Ana. Frei Adriano, como bom franciscano, teve ideia de lotear o terreno e distribuir os lotes aos pobres. Em 28 de julho de 1995, o bispo Dom Ricardo, depois de ter submetido ao Conselho de Consultores da Diocese o projeto do frei Adriano, concedeu licença com a seguinte proposta: 12 lotes para a prefeitura pelo serviço de terraplanagem, 118 lotes para pessoas carentes que não possuam outro lote e 118 lotes para venda em favor do patrimônio paroquial. Foi instituída uma Comissão do Loteamento que fez uma boa sindicância e nos dias 11 e 12 de novembro de 1997, foi entregue às pessoas carentes um documento de cessão de lote. O loteamento deu origem ao bairro de Sant´Ana.

       No campo administrativo frei Adriano terminou a construção do Salão Paroquial, construiu duas capelas: a Capela São Francisco em Vargem Alegre e a Capela Santo Antônio no bairro Sant´Ana. Ambas capelas foram construídas graças as doações da “Missions Zentrale der Franciscanos” da Alemanha. A Capela São Francisco foi inaugurada dia 04 de outubro de 1999 e a Capela Santo Antônio em 13 de junho de 2002. Em 23 de novembro, para maior evangelização do povo guidovalense, foi inaugurada a retransmissora da TV Canção Nova. Em 1997, sob a direção do arquiteto Adjaime da Silva Botelho Junior, de Ubá, foi pintada a Matriz por dentro e em 1998 por fora. Na ocasião, o artista e professor de português, Benedito Carmo Soares chamado de Liliu, da cidade de  Calambau, restaurou as pinturas da Dona Clotilde. No paroquiato do frei Adriano a Paróquia celebrava 150 anos da sua fundação. A celebração foi antecipada com tríduo: 29-30 de abril e 01 de maio. Em 02 de maio de 2006 no sesquicentenário da paróquia, houve uma festa espetacular, celebrou-se uma Missa em ação de graças presidida por Dom Frei Dario Campos, Bispo da Diocese, com a participação de Frei Adriano, Frei Feliciano, Padre Semer Salim Oliveira, Padre Carlos Mariosa e Frei Juvenil.

       Frei Adriano em suas anotações no Livro de Tombo, que por sinal, fez com muito zelo, anotava, como se fosse um refrão de uma canção, a seguinte frase:

 

“Procissão do Cristo Ressuscitado do Domingo da Páscoa, ás 18h00, foi muito fraca. O povo aqui gosta mais de procissão do Enterro na Sexta-feira Santa”, e também: (...) A procissão da Padroeira com pouca gente.

Em julho e 2006, logo após a celebração dos 150 anos da paróquia, frei Adriano foi transferido devido a sua saúde muito debilitada.

      Em 10 de julho o pastoreio da paróquia assumiu Pe. Pedro Luiz da Silva. São três coisas que marcaram o trabalho pastoral do Pe. Pedro: Missas de cura interior ou Missas dos enfermos, celebradas na quarta quinta-feira do mês, trabalho setorial: a cidade foi dividida em 7 setores pastorais e Projeto “Vai Missionário”. Pe. Pedro ficou em Guidoval três anos e quatro meses. Em 24 de novembro de 2009 faleceu, vítima de câncer no intestino e foi enterrado no cemitério local. Em dezembro do mesmo ano, Dom Frei Dario Campos, ofm  entregou a Próquia de Guidoval aos cuidados dos Padres Pallotinos.

       Dia 16 de janeiro de 2010 tomou posse da paróquia Pe. Paulo Kowalczyk,sac – pallotino (Sociedade do Apostolado Católico), polonês. O paroquiato do Pe.Paulo deixou na comunidade suas boas marcas. Logo no início fundou a “Escola da fé”. Durante três anos, uma vez por semana, no salão paroquial, dava formação sobre a Bíblia, liturgia, teologia, história da igreja, etc. Fundou, “Boletim Sant´Ana” cuja primeira edição foi em março de 2011. Criou o costume de adoração ao Santíssimo Sacramento nas quartas-feiras o dia todo e nas quintas-feiras após as Missas das 19h00. Reorganizou as pastorais: do batismo, da catequese, da perseverança, curso de noivos, da crisma e dos jovens. Todos os anos aconteciam os Encontros dos Jovens com Cristo. Fundou novas pastorais, tais como: Pastoral da Sobriedade, da Pessoa Idosa e Pastoral Familiar. Os Encontros dos Casais com Cristo transformaram-se em Encontros dos Casais da Pastoral Familiar.

    No paroquiato do Pe. Paulo foram construídas três novas capelas: Capela São Sebastião em 2010, Capela São João Paulo II em 2014 e Capela Santa Rita de Cássia em 2016. Em 2011 foi pintada a Matriz por fora e em 2012 por dentro. Foi feita a reforma geral do salão paroquial. Em 20 de novembro de 2011, no Domingo do Cristo Rei, foi inaugurado o novo Cruzeiro da cidade. Nos dias de 23 a 30 de junho de 2013 a paróquia recebeu a visita da Cruz Peregrina da Jornada Mundial dos Jovens, visitando as escolas e comunidades rurais. De julho de 2013 a julho de 2014 aconteceu uma reforma capital da casa paroquial. Em abril de 2015 a Paróquia entrou no ar através das ondas da Radio Sapé em Guidoval. De sexta a sábado, às 18h era transmitida “ A hora da Ave Maria”. No Ano Santo da Misricórdia, 2016, dia 03 de junho de 2016, Dom José Eudes, bispo da Diocese de Leopoldina, abriu a Porta da Missericórdia (Porta Santa) do ano jubilar, na Matriz de Guidoval. O evento reuniu cerca de 5 mil pessoas da Forania de Ubá. A Porta Santa ficou aberta até novembro do mesmo ano. No início seu pastoreio Pe. Paulo, além da Matriz, atendia 13 comunidades rurais, mas no decorrer dos anos, algumas capelas esvaziaram-se, devido a êxodo rural, e era obrigado a  fechar quatro capelas-comunidades: Capela N.Sr.Aparecida, Capela Santa Bárbara, Capela Imaculado Coração de Maria e Comunidade Julinho. Em julho de 2017 a Paróquia entrou no mundo digital lançando no ar o site: www.paroquiasantana.org

 

Pe.Paulo Kowalczyk, sac

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RELAÇÃO DE PÁROCOS E ADMINISTRADORES PAROQUIAIS DESDE 1856

 Nº                  PAROQUIATO DE:
 

 1º   Pe. José Francisco Baião

 2º   Pe. Floriano de Souza Monteiro

 3º   Pe. Severiano Anacleto Varella

 4º   Cônego José Pedro de Alcântara Bemfica Scotti

 5º   Pe. Antônio Thadeu

 6º   Pe. Joaquim Severiano Martins

 7º   Pe. João Caetano da Encarnação

 8º   Pe. Henrique Guilherme da Silva

 9º   Pe. Vicente de Cunto Pinto

10º  Pe. José Alves de Oliveira Freitas

11º  Pe. João Crisóstomo Campos

12º  Pe. Oscar Ferreira  da Silva (coadjutor)

13º  Pe. João Crisóstomo Campos

14º  Pe. Sinfrônino de Almeida

15º  Pe. Messias Passos

16º  Pe. Sudário Maria Moreira Mendes

17º  Pe. João Crisóstomo Campos

18º  Pe. Geraldo Monteiro Mendes

19º  Pe. Lincoln Ramos

20º  Pe. Oscar de Oliveira

21º  Pe. Venício dos Santos Silva

22º  Pe. João Beentys

23º  Pe. Cassemiro Campos, sdn (sacramentino)

24º  Pe. Venicio dos Santos Silva

25º  Pe. Cassemiro Campos

26º  Pe. Antônio de Moura , ocs (Oblato de Cristo Sacerdote)

27º  Pe. José Catarino Umbelino, ocs

28º  Pe. Crisanto Soares de Souza, ocs

29º  Pe. Jorge Luiz Passon

30º  Pe. José Carlos Ferreira Leite

31º  Pe. Jair F. Rezende   e Pe.Jorge Luiz.S.Alfonso (claretianos)

33º  Pe. Geraldo da Consolação Machado

34º  Pe. Alexandre Philip Tanypara (indiano)

35º  Frei Adriano Wit, ofm - franciscano (holandês)

36º  Pe. Pedro Luiz da Silva

37º  Pe. Luiz Maurício

38º  Pe. Paulo Kowalczyk,sac- pallotino (polonês)

39º  Pe. Almir Pereira Lopes

40º  Pe. Antônio David Martins

INÍCIO
 

20/06/1856

21/05/1865

07/09/1865

06/07/1878

08/01/1879

02/08/1880

21/08/1887

26/04/1913

23/07/1921

21/10/1938

08/05/1940

11/11/1943

10/12/1943

03/08/1947

25/12/1948

08/08/1949

11/03/1950

01/11/1951

10/11/1951

15/12/1951

17/12/1970

15/09/1974

10/10/1974

31/01/1976

05/01/1977

20/05/1979

28/02/1981

16/09/1984

04/01/1985

23/02/1987

15/04/1989

23/03/1990

18/08/1992

03/12/1993

10/07/2006

24/11/2009

16/01/2010

04/12/2017

20/04/2021

TÉRMINO

 

17/03/1865

06/08/1865

30/06/1878

08/01/1879

16/07/1880

25/07/1887

13/04/1913

22/07/1921

21/06/1938

04/05/1940

11/11/1943

10/12/1943

03/08/1947

24/12/1948

31/07/1949

05/03/1950

30/10/1951

04/11/1951

15/12/1951

17/12/1970

15/09/1974

10/10/1974

30/01/1976

05/01/1977

28/02/1978

28/02/1981

16/09/1984

27/11/1984

03/02/1987

29/06/1988

04/01/1990

01/08/1992

03/12/1993

09/07/2006

24/11/2009

16/01/2010

03/12/2017

21/03/2021

bottom of page